19 de fevereiro de 2026

​Propaganda antecipada? Ex-ministro promove Flávio nas ruas e caso pode ir ao TSE 

Vídeo de Gilson Machado no Carnaval levanta debate sobre propaganda antecipada; ex-ministro diz ter usado recursos próprios
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A distribuição de adesivos com a frase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026” durante o fim de semana de Carnaval abriu nova frente de disputa jurídica entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o PT.

O material foi entregue ao público pelo ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL), que registrou a ação em vídeo publicado nas redes sociais no domingo (15).

Nas imagens, Machado aparece abordando foliões e colando adesivos, inclusive em uma motocicleta. A peça traz a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já se coloca como pré-candidato ao Palácio do Planalto, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na legenda da publicação, o ex-ministro afirma estar fazendo “trabalho de formiguinha” e diz que houve fila para adesivar, mencionando o perfil do senador.

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Pela legislação eleitoral, a propaganda oficial só é autorizada após o período definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), normalmente a partir de agosto do ano da eleição. Antes disso, manifestações que caracterizem pedido explícito de voto ou campanha antecipada podem ser enquadradas como propaganda irregular, sujeita a multa e outras sanções.

Reação

Segundo apuração da CNN, o setor jurídico do PT avalia ingressar com representação na Justiça Eleitoral contra a iniciativa, especialmente pela circulação do material em Pernambuco. A análise interna busca verificar se a mensagem configura pedido antecipado de voto, o que é vedado pela legislação.

Machado, que também presidiu a Embratur no governo Bolsonaro e anunciou recentemente que deixará o PL para disputar o Senado por outra legenda, afirma que custeou os adesivos com recursos próprios. Ele declarou à CNN que disponibiliza a arte em suas redes sociais “para quem quiser fazer e baixar”, sem uso de dinheiro público.

O ex-ministro ainda disse que espera que o PT judicialize o episódio e afirmou que pretende apresentar representação própria contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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