20 de fevereiro de 2026

​Reforma trabalhista de Milei tem votação decisiva na Argentina; o que texto mudaria? 

Projeto apoiado pelo presidente argentino limita greves em serviços essenciais e barateia demissões; qualquer mudança na Câmara devolverá projeto ao Senado
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A Câmara dos ⁠Deputados da Argentina deve votar nesta quinta-feira (19) ‌uma controversa reforma trabalhista apoiada pelo presidente Javier Milei, enquanto os sindicatos organizam uma ‌greve nacional que paralisou partes do país.

A maior federação sindical da Argentina, a CGT, afirma que a reforma ameaça proteções trabalhistas de longa data, incluindo o direito ⁠à ‌greve. Em resposta, a entidade lançou ⁠uma paralisação de 24 horas envolvendo trabalhadores do transporte, funcionários do setor público e bancários.

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Os grevistas se juntaram à federação dos trabalhadores marítimos, que iniciou uma ​paralisação de 48 horas na quarta-feira, visando as operações de navios de carga ​principalmente no porto de Rosário, um dos maiores centros de exportação agrícola do mundo.

O governo argumenta que o projeto de lei, aprovado na semana passada pelo ‌Senado com o apoio do ​partido governista e seus aliados de centro-direita, incentivaria o investimento e promoveria o emprego formal. Os investidores ⁠estão observando ​para ver ​se Milei tem poder para continuar implementando sua agenda de ⁠livre mercado.

A reforma ​imporia novos limites ao direito de greve, exigindo que os serviços essenciais mantivessem operações mínimas ​durante as paralisações.

Também reduziria os custos de demissão para os empregadores, excluindo ​certos bônus ⁠da fórmula de compensação.

A votação na Câmara dos Deputados está ⁠prevista para o final desta quinta-feira. Quaisquer alterações ao projeto de lei o enviariam de volta ao Senado para uma votação final antes que ele possa se tornar ​lei.

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