14 de fevereiro de 2026

​Schmid, do Fed: é muito cedo para esperar que produtividade resolva inflação elevada 

“Com a inflação ainda alta, parece que a demanda está superando a oferta em grande parte da economia”, disse Schmid
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WASHINGTON, 11 Fev (Reuters) – O banco central ⁠dos EUA precisa manter uma política monetária restritiva ⁠por enquanto em meio ao forte crescimento econômico, disse o presidente ‌do Federal Reserve de Kansas City, Jeffrey Schmid, nesta quarta-feira, alertando que é muito cedo para contar com o aumento da produtividade como remédio para ‌a inflação ainda elevada.

“Com a inflação ainda alta, parece que a demanda está superando a oferta em grande parte da economia”, disse Schmid em comentários preparados para um fórum econômico em Albuquerque, Novo México.

Embora seja possível que o aumento da produtividade ou a disseminação da inteligência artificial possam impulsionar o potencial da ⁠economia ‌e permitir “um ciclo de crescimento não inflacionário e impulsionado pela oferta”, Schmid ⁠disse que sua opinião é que “ainda não chegamos lá” e, portanto, é preciso manter as taxas de juros altas o suficiente para desestimular alguns gastos e investimentos.

“Novos cortes nas taxas correm o risco de permitir que a inflação alta persista por ainda mais tempo”, disse Schmid, especialmente ​em um momento em que ele observou que parece que a economia pode continuar a crescer acima da tendência.

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O governo Trump e o indicado ​para presidente do Fed, Kevin Warsh, citaram como justificativa para a redução das taxas de juros dados recentes de forte produtividade, com a perspectiva de que isso continue à medida que as ferramentas de IA se espalham pela economia. Se a economia puder produzir mais com menos recursos, isso ‌poderia permitir um crescimento mais forte sem inflação, fazendo ​com que o Fed se preocupe menos com as pressões de preços em um ambiente de forte crescimento.

Mas Schmid disse que os ganhos recentes de produtividade podem ter origens tão mundanas ⁠quanto trabalhadores permanecendo nos ​empregos por mais tempo ​do que durante os anos de alta rotatividade em torno do surto da pandemia da Covid-19 ⁠e simplesmente se tornando melhores no que ​fazem.

“Meus contatos concordam amplamente que estamos agora em um mercado de trabalho com baixa contratação, baixa demissão e baixa rotatividade. Um aspecto positivo dessa falta de rotatividade é ​a maior produtividade”, disse Schmid, que não é membro votante do comitê de política monetária do Fed este ano. “Não está claro ​se a produtividade continuará a ⁠crescer nesse ritmo.”

O Fed manteve as taxas de juros estáveis em sua reunião de política monetária ⁠no final do mês passado e a expectativa é que as mantenha inalteradas pelo menos até sua reunião de 16 e 17 de junho. A divulgação nesta quarta-feira de um relatório de empregos para janeiro mais forte do que o esperado reforçou essa visão.

Novos dados sobre a inflação nos EUA devem ser divulgados na ​sexta-feira.

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