6 de abril de 2026

​Segunda vaga da esquerda na disputa ao Senado em SP tem impasse entre Marina e França 

França deixou Ministério do Empreendedorismo para disputar algum cargo em SP, enquanto Marina anunciou permanência na Rede e se colocou ‘à disposição’ para Senado
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Com Fernando Haddad (PT) como pré-candidato ao governo de São Paulo e Simone Tebet (PSB) mais consolidada como pré-candidata ao Senado, a segunda vaga da disputa à Casa Legislativa no estado ainda é alvo de impasses entre a esquerda.

Na semana passada, ao decidir que vai permanecer na Rede, Marina Silva se colocou “à disposição” para concorrer ao Senado na chapa de Haddad, mas Márcio França (PSB), outro ex-ministro de Lula (PT), também tem interesse na vaga.

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Neste momento, de acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO, ainda não há nenhuma definição nem sobre a segunda vaga ao Senado, nem sobre quem ficará com o posto de vice de Haddad. O ex-ministro da Fazenda pretende conversar com França nesta semana para tentar chegar a um acordo.

Segundo pessoas próximas, França estaria “irritado” com Lula e com integrantes do PT por se sentir escanteado e preterido na formação da chapa paulista. Desde o ano passado, ele se colocava como possível candidato ao Palácio dos Bandeirantes, mas Haddad foi o escolhido pelo presidente da República para a disputa.

Conforme o nome de Haddad ia se consolidando, França passou a trabalhar para uma vaga ao Senado, cargo que ele disputou na eleição de 2022 — quando acabou derrotado por Marcos Pontes (PL). Naquele ano, entretanto, cada estado elegeu apenas um senador e não dois, como será em 2026.

Aliados de França têm apontado, nos bastidores, que ele aparece bem nas pesquisas de intenção de voto e tem viabilidade com o eleitor de centro-esquerda e que tem bom trânsito no interior do estado. Um levantamento do Datafolha divulgado em março mostrou Tebet com 25% das intenções de voto, atrás apenas de Haddad, que no momento em que a pesquisa foi feita ainda não havia confirmado que iria concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Em terceiro lugar, aparece França, seguido de Marina Silva.

Entretanto, o presidente da República e lideranças petistas resistem. Tanto é que havia a possibilidade de Lula nomear França para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que era ocupado por Alckmin até a semana passada, mas o integrante do PSB decidiu deixar o governo para poder disputar algum cargo nas eleições sem correr risco de esbarrar nos impedimentos da legislação eleitoral.

Uma ala do PT defende que a vaga deve ficar para Marina, sob o argumento de que seria uma chapa mais “equilibrada”, com uma candidata de centro e outra mais de esquerda. De olho no voto feminino, o partido também argumenta que uma chapa com duas mulheres bastante conhecidas a nível nacional e com trajetórias políticas consolidadas também teria bastante força eleitoral.

Por outro lado, França é visto como um aliado importante e que poderá ajudar na campanha, principalmente por já ter governado o estado durante alguns meses — ele foi vice de Alckmin, que deixou a gestão para concorrer em 2018 — e por sua história política na Baixada Santista. Petistas estão otimistas que “tudo vai se acertar” e Haddad e França devem chegar a um acordo, destacando a aliança que o PSB e o PT têm em âmbito nacional e em outros estados.

O posto de vice de Haddad ainda está em aberto, e aliados não descartam a possibilidade dele ser chamado para essa missão. França disse à CNN Brasil, nesta segunda, que a vaga ao Senado só deve ser definida em julho.

Em março, Tebet decidiu trocar o MDB pelo PSB, uma mudança costurada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A troca foi necessária porque, em São Paulo, o MDB vai apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), e só aceitaria a candidatura de Tebet pelo Mato Grosso do Sul, seu estado de origem.

A entrada de Tebet na sigla do vice-presidente, porém, acabou deixando a situação mais complicada para França. Integrantes da sigla admitem ser difícil que o partido consiga emplacar os dois candidatos ao Senado na chapa da esquerda.

Pessoas próximas ao ex-ministro do Empreendedorismo, entretanto, defendem que ela não era um nome que veio do partido e só foi filiada por causa da costura com o presidente, portanto, não haveria problema em emplacar os dois nomes em São Paulo porque ele chegou antes.

Na direita, o cenário de indefinição é parecido: uma das vagas para o Senado deve ficar para o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), mas a outra deve ser escolhida pelo PL de Jair Bolsonaro e tem um impasse entre o deputado Mário Frias (PL-SP) e o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL). O nome da deputada Rosana Valle (PL-SP) também tem sido aventado, principalmente num cenário em que a esquerda decida colocar Tebet e Marina como candidatas.

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