3 de abril de 2026

​Segundo museu mais visitado na Itália, Galeria Uffizi é alvo de ataque cibernético 

A ‌Galeria Uffizi exibe algumas das obras de arte mais famosas da Itália, incluindo as pinturas ‘Nascimento de Vênus’ e ‘Primavera’, de Botticelli, juntamente com ‘Doni Tondo’, de Michelangelo
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ROMA, 3 Abr (Reuters) – A Galeria Uffizi ⁠de Florença foi alvo de um grave ⁠ataque cibernético no início do ano, o que levou a ‌medidas de emergência, incluindo a transferência de joias valiosas para o Banco da Itália, informou o Corriere della Sera nesta sexta-feira.

A ‌Galeria Uffizi exibe algumas das obras de arte mais famosas da Itália, incluindo as pinturas ‘Nascimento de Vênus’ e ‘Primavera’, de Botticelli, juntamente com ‘Doni Tondo’, de Michelangelo.

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Um porta-voz da Galeria Uffizi — o segundo museu mais visitado da Itália, que gera cerca de 60 milhões de euros (US$ 69 ⁠milhões) ‌por ano em receita — não respondeu imediatamente a um pedido de ⁠comentário.

Nem o Ministério da Cultura da Itália nem a assessoria de imprensa central da polícia responderam a um pedido de comentário.

A reportagem do Corriere disse que o diretor da Galeria Uffizi, Simone Verde, se recusou a comentar. Ele disse que ​a instituição havia reconhecido que os sistemas administrativos haviam sido afetados na época, sem entrar em detalhes.

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A notícia do Corriere disse ​que os hackers se infiltraram na rede do museu no final de janeiro ou início de fevereiro, obtendo acesso aos servidores da Uffizi, do Palazzo Pitti e dos Jardins Boboli.

Os invasores supostamente esvaziaram alguns dos servidores e enviaram um pedido de resgate ‌diretamente para o telefone pessoal de Verde, segundo ​a reportagem.

De acordo com o Corriere, os hackers obtiveram códigos de entrada, senhas, sistemas de alarme e mapas internos.

O jornal disse que os itens mais valiosos do ⁠Tesouro dos Grão-Duques – ​alojados no Palazzo ​Pitti, a antiga residência da família Medici – foram transferidos para o banco central como precaução, ⁠enquanto algumas portas e saídas de ​emergência foram lacradas.

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O site oficial da galeria diz que, para permitir um trabalho de manutenção extraordinário, o Tesouro dos Grão-Duques no Palazzo Pitti será ​fechado a partir de 3 de fevereiro até novo aviso, sem dar mais detalhes.

Os hackers também teriam roubado o ​arquivo digital completo ⁠do departamento fotográfico, que contém imagens e documentos acumulados ao longo de décadas, segundo o ⁠relatório.

No ano passado, ladrões atacaram o Museu do Louvre de Paris, roubando joias no valor de US$102 milhões que ainda estão desaparecidas.

Em março, três pinturas dos mestres franceses Pierre-Auguste Renoir, Paul Cezanne e Henri Matisse foram roubadas de um museu no norte da Itália.

(Reportagem de Crispian ​Balmer)

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