Empresa quer acelerar a indústria local de ETFs com dados, conteúdo e eventos
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Sócios da gestora Buena Vista Capital anunciaram o lançamento oficial da Dex – The Brazilian ETF Ecosystem, empresa dedicada a estruturar e acelerar o mercado de ETFs no Brasil. Com um investimento inicial de aproximadamente R$ 10 milhões, a iniciativa nasce com a ambição de resolver as “dores de crescimento” de uma indústria que, embora promissora, ainda carece de infraestrutura dedicada.
A companhia tem quatro pilares de atuação: estruturação de índices customizados, uma frente de dados para gestores, distribuidores e investidores institucionais, portal de conteúdo especializado em ETFs e eventos.
Na estruturação, a ideia é focar em desenhar índices sob medida para gestoras que querem lançar ETFs com estratégias específicas, mas esbarram em burocracia ou falta de flexibilidade dos players tradicionais. A empresa já possui três índices proprietários, que lastreiam ETFs da Buena Vista, e negocia novos contratos.
A aposta da Dex na personalização vem para diferenciar a companhia de gigantes do setor, como S&P e, localmente, a B3. “Os grandes players tendem a atuar em índices amplos e mais generalista, a Dex, por outro lado, tem como expertise a criação de índices sob medida”, diz Renato Nobile, sócio da Dex e gestor da Buena Vista Capital.
O projeto é fruto do braço de Venture Capital da Buena Vista e chega ao mercado respaldado por nomes de peso do cenário global, como a VettaFi, ETF Action e executivos veteranos do mercado americano, como Tom Lydon e Garrett Paolella.
Em parceria com a sócia VettaFi, a Dex já incorporou a tecnologia necessária para realizar o cálculo diário dos índices para evitar a terceirização desse servico.
Segundo Nobile, a Dex não é apenas uma nova empresa de serviços, mas uma resposta a uma lacuna técnica e educacional que travava o desenvolvimento do setor. “A ideia da Dex surgiu há cerca de um ano a partir de uma dor real vivida pela Buena Vista e compartilhada em conversas com outros gestores. Apesar de serem concorrentes, existe uma relação muito próxima entre eles, com o objetivo comum de desenvolver a indústria”, explica.
“A DEX nasce justamente para ajudar a alavancar esse crescimento, atuando como um ecossistema completo.”
Aposta no boom de ETFs
Além da “fábrica de índices”, o ecossistema da Dex tem uma plataforma de dados que funciona no modelo híbrido. Uma camada é gratuita para investidores comuns, que podem acessar taxas, composições das carteiras de índices e outras informações, enquanto uma versão paga será oferecida ao mercado institucional.
O investimento de R$ 10 milhões foi alocado principalmente na construção da infraestrutura tecnológica, marketing e na atração dos sócios internacionais, detalha Nobile. Para 2026, a meta não está fixada em faturamento imediato, mas na consolidação da marca. Segundo executivo, o aporte robusto foi desenhado justamente para permitir que a empresa foque na construção do ecossistema sem a pressão imediata pelo resultado financeiro.
A tese por trás da DEX é clara: repetir no Brasil o “boom” dos ETFs visto nos Estados Unidos e na Europa.
“A visão é de que não se trata de saber se o mercado de ETFs vai crescer no Brasil, mas quando isso vai acontecer”, conclui Nobile. “O ETF é um instrumento mais transparente, com custos mais eficientes, negociado em bolsa e com liquidez diária. Esse movimento já aconteceu lá fora e, sem dúvida, é o que deve ocorrer aqui.”
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