Levantamento do New York Times mostra como música, política e costumes transformaram o palco da NFL em foco de controvérsia
The post Super Bowl e controvérsia: cinco apresentações que marcaram época appeared first on InfoMoney.
Ao longo de quase 60 anos, o show do intervalo do Super Bowl deixou de ser apenas uma pausa musical para se tornar um dos espaços mais sensíveis da cultura pop americana. Um levantamento do The New York Times relembrou apresentações que ultrapassaram o entretenimento e provocaram debates nacionais sobre política, comportamento e identidade.
Durante décadas, a NFL tratou o intervalo como um momento neutro, pensado para agradar públicos amplos. Isso começou a mudar à medida que artistas passaram a usar o palco para mensagens explícitas ou simbólicas.
A virada mais clara veio em 1993, quando Michael Jackson redefiniu o padrão de grandiosidade e centralidade do show. Desde então, cada escolha artística passou a ser observada também sob a lente cultural e política.
Super Bowl 60: quanto custa assistir à final da NFL no estádio em 2026
Final da NFL em Santa Clara movimenta mercado de tickets às vésperas do jogo entre Patriots e Seahawks
Super Bowl LX: Veja onde assistir, horário e show do intervalo
O jogo será disputado no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia
O episódio mais emblemático ocorreu em 2004. Durante uma apresentação conjunta, Janet Jackson teve parte do figurino removida por Justin Timberlake, expondo o seio da cantora por um instante. O caso ficou conhecido como “Nipplegate” e desencadeou uma onda de indignação pública, multas da agência reguladora e mudanças duradouras na política de transmissões ao vivo da NFL.
Em 2012, o intervalo voltou a gerar crise quando M.I.A., convidada do show liderado por Madonna, mostrou o dedo do meio para a câmera. A NFL reagiu com um processo milionário contra a artista, que terminou em acordo confidencial, reforçando o rigor da liga diante de gestos considerados ofensivos.
Quatro anos depois, foi a vez de Beyoncé transformar o intervalo em um manifesto político. Em 2016, ao cantar “Formation” ao lado do Coldplay, a artista incorporou referências ao movimento Black Lives Matter e aos Panteras Negras, com dançarinas erguendo o punho cerrado. A performance gerou protestos conservadores e reacendeu o debate sobre racismo, ativismo e liberdade de expressão no esporte.
Em 2020, o palco voltou a ser politizado com Jennifer Lopez e Shakira. Em Miami, a apresentação celebrou a identidade latina e incluiu crianças cantando dentro de estruturas que lembravam gaiolas, interpretação associada às políticas migratórias do governo Trump. A coreografia e os símbolos dividiram opiniões e geraram críticas de setores conservadores.
Já em 2022, quando o hip-hop assumiu o protagonismo do intervalo após a parceria da NFL com a Roc Nation, Eminem se ajoelhou no palco em referência aos protestos iniciados por Colin Kaepernick contra a violência policial. Mesmo com autorização prévia da liga, o gesto reacendeu discussões sobre protesto político no esporte, ainda que o volume de reclamações formais tenha sido baixo.
Segundo o New York Times, esses episódios mostram como o intervalo do Super Bowl se consolidou como um termômetro das tensões sociais dos Estados Unidos. O palco mais assistido da televisão americana passou a refletir disputas culturais que vão muito além da música, tornando cada edição um teste para a NFL, patrocinadores e artistas — especialmente em um ambiente político cada vez mais polarizado.
The post Super Bowl e controvérsia: cinco apresentações que marcaram época appeared first on InfoMoney.
InfoMoney