11 de fevereiro de 2026

​Taxas dos DIs caem após Galípolo defender “calibragem” da Selic 

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,63%, em baixa de 4 pontos-base ante o ajuste de 12,67% da sessão anterior
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As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira em baixa após o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçar a perspectiva de cortes de juros no Brasil ao defender uma “calibragem” da Selic, em uma sessão marcada ainda pela baixa do dólar e pela alta firme do Ibovespa.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,63%, em baixa de 4 pontos-base ante o ajuste de 12,67% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,435%, em queda de 7 pontos-base ante 13,507%.

Em evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Galípolo afirmou pela manhã que a palavra-chave deste momento do ciclo de política monetária é “calibragem”, classificando o termo como “essencial”. Ao mesmo tempo, defendeu que a previsão de corte de juros não representa uma “volta da vitória”.

“A gente está numa situação diferente do que estávamos naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos juros)… Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste”, afirmou.

No fim de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de cortá-la a partir de março. No mercado, a principal dúvida é sobre de quanto será o primeiro corte.

Na B3, as opções de Copom precificavam na última quinta-feira — dado mais recente — 67,50% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 21% de chance de redução de 25 pontos-base e 6,30% de possibilidade de baixa de 75 pontos-base.

No evento, Galípolo defendeu que é necessário reconhecer que houve uma melhora da inflação, mas ressaltou que as evidências mostram que o mercado de trabalho segue apertado. Ele reforçou a necessidade de “parcimônia, cautela” para colher os dados e “dosar a política monetária”.

Em meio aos comentários de Galípolo, as taxas dos DIs perderam a força vista no início da sessão e se firmaram no território negativo nos contratos a partir de janeiro de 2028. Conforme operador ouvido pela Reuters, a fala de Galípolo foi considerada “suave” e foi bem-recebida pelos agentes.

Neste cenário, após atingir o pico de 12,690% (+2 pontos-base) às 10h21, já em meio à fala de Galípolo, a taxa do DI para janeiro de 2028 perdeu força e migrou para o território negativo ainda pela manhã, atingindo a mínima de 12,625% (-5 pontos-base) às 15h06. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 atingiu a mínima de 13,4% (-11 pontos-base) às 14h09.

O recuo das taxas no Brasil ocorreu em sintonia com a queda do dólar ante o real, para abaixo dos R$5,20, e com o avanço firme do Ibovespa, para acima dos 185 mil pontos, em mais um dia de fluxo de recursos estrangeiros para países emergentes.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries oscilaram em torno da estabilidade ao longo do dia, com os investidores à espera da divulgação de dados econômicos dos EUA no restante da semana. Às 16h36, o rendimento do Treasury de dez anos US10YT=RR — referência global para decisões de investimento — caía 1 ponto-base, a 4,198%.

Pela manhã, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a projeção mediana dos economistas do mercado para a inflação em 2026 foi de 3,99% para 3,97% e em 2027 seguiu em 3,80%. A Selic projetada para o fim deste ano permaneceu em 12,25% e para o fim do próximo ano seguiu em 10,50%.

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