29 de março de 2026

​Tesouro Direto suspende negociações, em 4º dia seguido de alta nas taxas 

Remunerações disparavam em todos os vencimentos, com destaque para os papéis de curto prazo, em nova onda de desvalorização de títulos que já estão nas carteiras dos investidores
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Após dia de forte volatilidade, com duas suspensões de negociações ontem, o Tesouro Direto novamente suspendeu negociações às 13h nesta terça-feira (17), após sequência de altas nas taxas em meio ao nervosismo do mercado diante da trajetória da dívida pública, e das incertezas em relação à viabilidade para votação do pacote fiscal ainda este ano.

Além disso, agentes digerem a avaliação do do Comitê de Política Monetária do BC (Copom), que detalhou em ata divulgada hoje os motivos que levaram à redação do duro comunicado que informou a decisão de elevar a Selic para 12,25%, e sinalizar mais dois aumentos de 1 ponto percentual na taxa básica de juros nas próximas duas reuniões.

Segundo o BC, o tom do texto, que teve apoio unânime dos membros do Comitê, se deveu à deterioração do cenário de inflação e à materialização de “vários riscos”, que tornaram o cenário mais adverso.

“Com relação à política econômica de forma mais geral, o Comitê manteve a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, desacelerações são parte essencial do processo de suavização e reequilíbrio da economia. O debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas”, disse o BC no documento divulgado nesta terça-feira.

Antes da suspensão, as taxas dos títulos públicos aceleravam em todos o vértices, com o Tesouro Prefixado 2027 pagando 15,57% de juros anuais, ante 15,39% no fim da sessão da véspera. Já a taxa do papel para 2031 sobe de 14,90% para 15,14%.

Entre os títulos de inflação, o Tesouro IPCA+ 2029 sobe mais um degrau rumo aos 8% de juro real, e passa a pagar 7,78% além da inflação ao ano. Os demais títulos rompem de vez o patamar de 7%.

É importante lembrar que, em meio a taxas recordes, títulos comprados com remunerações menores passam a valer menos no mercado, potencialmente penalizando o investidor que desejar sair da aplicação antes do vencimento. Mesmo sem vendê-los, no entanto, esse comportamento deverá ser refletido na visualização dos ganhos da carteira, pois as corretoras mostram os preços dos papéis com atualização diária (marcação a mercado).

Confira as taxas dos títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto nesta terça-feira (17) às 9h47:

(Fonte: Tesouro Direto)

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