Irã sinaliza possível pausa em Ormuz para viabilizar negociações; PMS de fevereiro decepciona e reforça cenário de desaceleração da atividade em 2026
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As taxas do Tesouro Direto operam em queda generalizada nesta terça-feira (14), com prefixados e papéis atrelados à inflação recuando em conjunto. O movimento acompanha o dólar abaixo de R$ 5 e a melhora no apetite por risco após o Irã sinalizar que considera pausar as restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz para viabilizar uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos.
Nos prefixados, o recuo foi consistente em todos os vencimentos. O Tesouro Prefixado 2029 caiu para 13,26%, de 13,35% no fechamento de segunda-feira. O Prefixado 2032 recuou para 13,43%, de 13,49%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi negociado a 13,54%, de 13,58%.
Nos títulos de inflação, o fechamento também foi disseminado. O Tesouro IPCA+ 2040 caiu para 7,00%, de 7,03%; o IPCA+ 2045 com juros semestrais recuou para 7,02%, de 7,06%; o IPCA+ 2050 foi negociado a 6,78%, de 6,79%; e o IPCA+ 2060 com juros semestrais caiu para 6,92%, de 6,94%. No trecho intermediário, o IPCA+ 2032 recuou para 7,49%, de 7,54%.
O motor central é o alívio geopolítico. A sinalização iraniana sobre Ormuz reduziu o prêmio de risco embutido na curva desde o fim de semana, quando o fracasso das negociações no Paquistão havia pressionado os ativos domésticos. O Ibovespa abriu renovando mais um recorde histórico, a 199 mil pontos, e o dólar renova mínimas abaixo dos R$ 5, patamar que serve como referência positiva para a percepção de risco Brasil e contribui para comprimir os prêmios ao longo de toda a estrutura a termo.
No front doméstico, a Pesquisa Mensal de Serviços de fevereiro reforçou a leitura de desaceleração da atividade. O setor avançou apenas 0,1% no mês, bem abaixo da mediana de mercado de 0,5%, com a média móvel de três meses recuando à estabilidade.
Leonardo Costa, economista do ASA, avalia que o resultado confirma uma tendência que vem se consolidando desde a segunda metade de 2025. “O setor de serviços perdeu fôlego de forma consistente, com frustração do crescimento em fevereiro. A moderação da atividade doméstica em 2026 está em linha com o nosso cenário, que antecipa um crescimento mais modesto em 2026, com PIB de +1,5%”, disse.
Para a curva de juros, uma atividade mais fraca tende a sustentar a expectativa de que o Banco Central mantenha o ciclo de afrouxamento, argumento que reforça o fechamento de taxas observado nesta manhã.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h23 desta terça-feira (14):
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