1 de março de 2026

​TIM atualiza projeções e pretende pagar até R$ 5,5 bilhões a acionistas em 2026 

Nova meta de remuneração supera previsões do mercado e reflete confiança da operadora na geração de caixa impulsionada por IA e eficiência operacional
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A TIM (TIMS3) divulgou na última terça-feira (24) uma atualização do plano estratégico para 2026, e entre diversos pontos feitos pela companhia, os analistas financeiros focaram em um deles: o aumento da remuneração dos acionistas. 

O guidance da TIM para 2026 mostra um crescimento de aproximadamente 5% na receita de serviços, assim como uma alta de 6% a 8%  no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do ano, com investimento em capital (Capex) entre R$ 4,4 e 4,6 bilhões. Já quando se trata da tão esperada remuneração aos acionistas, a companhia informou que a previsão é de R$ 5,3 e 5,5 bilhões em 2026.

Leia mais: Plano estratégico da Tim fortalece banda larga e se prepara para fusões no mercado

Segundo analistas da XP Investimentos, os números do guidance estão em linha com o esperado, “sem mudanças relevantes nas principais mensagens”. Ao todo, as projeções de receita e EBITDA se encaixam na jornada da companhia no médio prazo e estão praticamente em linha com a inflação atual. O pagamento aos acionistas é visto positivamente.

“No guidance anterior, a TIM indicava dividendos/JCP médios de aproximadamente R$ 4,6 bilhões por ano no ciclo 2025-27. O novo guidance para 2026 agora aponta para R$ 5,3–5,5 bilhões de retorno total ao acionista, incluindo qualquer evento de remuneração relacionado ao exercício de 2026, o que representa um incremento relevante em relação ao nível anual anterior”, diz o relatório.

Isso significa que há um dividend yield (dividendo em relação ao preço da ação) de cerca de 8%, o que reflete numa maior atratividade das ações. “Na nossa visão, isso reflete a confiança da gestão na capacidade de geração sustentável de fluxo de caixa livre e na disciplina na gestão do balanço”, afirma a XP.

Para o JPMorgan, o guidance da TIM vem majoritariamente acima das projeções esperadas, mas também foca na remuneração dos acionistas, cujo valor atualizado deve ficar entre 33% a 38% acima do esperado do banco. 

Além dos pontos já mencionados do guidance, o Itaú BBA ressalta que a geração de caixa, medida pelo indicador EBITDA-AL menos o Capex, deve registrar um avanço de 11% a 14% ao ano. 

“Esse desempenho será sustentado pela disciplina contínua de custos, estratégias de digitalização e iniciativas de inteligência artificial, além de uma alocação de capital mais eficiente”, diz o relatório do BBA.

Na visão do BBA, a atualização da projeção da TIM é vista de forma alinhada com as expectativas dos investidores, dadas as tendências operacionais de melhora da empresa. Os analistas ressaltam que há uma série de pontos que tornaram a geração de Fluxo de Caixa Livre (FCL) mais forte, como a recente expansão de margem, impulsionada por ganhos de eficiência, controle de custos mais rigoroso e intensidade de Capex/arrendamento mais disciplinada, justificando uma distribuição maior. 

O documento reconhece que a tendência positiva já havia sido parcialmente precificada anteriormente, com forte desempenho de +30% da ação no acumulado do ano (ou +65% nos últimos 12 meses). 

Por isso, com a avaliação atual de 15 vezes o Preço/Lucro (P/L) para 2026 e o desempenho recente das ações, o Itaú BBA mantém uma visão neutra sobre a ação.

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