Banco diz que mercado acionário norte-americano permanece favorável, sustentado por forte crescimento de lucros, política monetária acomodatícia do Fed e pela expansão da IA
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O UBS EM destacou em relatório ter uma visão atrativa para as ações dos Estados Unidos e projeta o S&P 500 em 7.300 pontos em junho de 2026 (alta de 6% em relação ao fechamento de quinta) e em 7.700 pontos em dezembro de 2026 (alta de 12%). O banco acredita que o cenário para o mercado acionário norte-americano permanece favorável, sustentado por forte crescimento de lucros, política monetária acomodatícia do Fed e pela expansão da inteligência artificial (IA).
As estimativas de lucro por ação (EPS) para o índice são de US$ 277 em 2025, crescimento de 11%, e de US$ 310 em 2026, crescimento de 12%.
Por outro lado, a instituição destaca que monitora de perto riscos que possam comprometer o mercado de alta, especialmente: (1) sinais de aumento das expectativas de inflação; (2) juros mais elevados; e (3) eventuais retrocessos na adoção ou monetização da IA.
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Cenário base
O UBS WM descreve, em seu cenário base, que até o momento neste ano os retornos do S&P 500 estão praticamente estáveis. No entanto, o desempenho relativamente moderado do índice esconde divergências significativas abaixo da superfície.
Por exemplo, as ações de valor (value) e as small caps acumulam alta de 6% a 8% no ano, enquanto as ações de crescimento (growth) recuam cerca de 4%. Entre os setores, energia sobe 22%, ao passo que o setor financeiro cai 4%.
Na avaliação do UBS WM, essas divergências refletem mudanças nos vetores que sustentam o mercado de alta. O banco tem destacado que o bull market (mercado em alta) foi apoiado por forte crescimento dos lucros, política monetária favorável do Fed e pela expansão da inteligência artificial. Embora esses fatores ainda estejam presentes, há mudanças em curso.
O ponto mais relevante é que o crescimento dos lucros está se tornando mais disseminado, indo além das grandes empresas de tecnologia, enquanto o crescimento dos investimentos em capital (capex) ligados à IA começou a desacelerar. Diante disso, o UBS considera que parte das divergências observadas no mercado é justificada e ajustou seu posicionamento para refletir esse novo cenário.
No geral, o crescimento dos lucros permanece sólido. A temporada de resultados do quarto trimestre está chegando ao fim, e o lucro por ação (EPS) do S&P 500 caminha para alta de 14% na comparação anual. Após alguns trimestres de surpresas positivas acima da média, a magnitude das revisões positivas foi um pouco menor no quarto trimestre. As projeções das empresas também vieram ligeiramente mais moderadas do que nos períodos recentes, mas ainda encorajadoras, na visão do banco.
Isso reforça a confiança do UBS de que sua projeção de crescimento de 12% no EPS em 2026 é factível, em linha com a expansão estimada para 2025.
Por outro lado, a composição desse crescimento está mudando. As chamadas “Magnificent 7” responderam por quase dois terços do crescimento dos lucros em 2025. Para este ano, o UBS estima que a contribuição dessas empresas deve cair para cerca de 50%. Além disso, após três anos de atividade fraca no setor manufatureiro, os indicadores começam finalmente a apontar melhora.
Cenário otimista
O banco traça cenários alternativos para o S&P 500 até dezembro de 2026. No cenário otimista, o banco projeta o índice em 8.400 pontos, sustentado por uma política tarifária mais branda, com a alíquota efetiva dos EUA caindo abaixo de 10% após acordos comerciais, exceções e disputas judiciais.
Nesse ambiente, a redução da incerteza e o consumo resiliente levariam a economia americana a crescer acima da tendência em 2026, enquanto eventuais efeitos negativos das tarifas seriam compensados por desregulamentação e cortes de impostos.
O cenário positivo também contempla uma desescalada geopolítica, com cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e garantias de segurança robustas, além de um impacto mais rápido e mais intenso da inteligência artificial sobre produtividade e crescimento dos lucros, com investimentos e adoção superando as expectativas.
Cenário pessimista
Já no cenário pessimista, o UBS WM vê o S&P 500 em 4.500 pontos em dezembro de 2026. Nesse caso, os efeitos defasados das políticas tarifárias e migratórias dos EUA, somados a preocupações com a monetização da inteligência artificial, pressionariam consumo, investimentos, mercado de trabalho e riqueza das famílias, levando a uma desaceleração relevante da economia.
A inflação poderia subir acima do esperado, fazendo com que investidores passassem a antecipar novas altas de juros pelo Federal Reserve. Além disso, uma piora do ambiente geopolítico, com escalada das tensões no Oriente Médio, possível interrupção prolongada da oferta de petróleo, intensificação da guerra na Ucrânia ou deterioração das relações entre EUA e China, poderia desencadear um movimento de aversão ao risco e busca por ativos considerados mais seguros.
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