10 de fevereiro de 2026

​Ultrapar (UGPA3) sobe e Hapvida (HAPV3) recua: o que explica os movimentos 

Indicador da análise técnica, IFR aponta euforia em um papel e sinaliza possível oportunidade de entrada em outro
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A Ultrapar (UGPA3) volta ao radar do mercado ao figurar entre as ações mais “esticadas” do Ibovespa sob a ótica do Índice de Força Relativa (IFR). A leitura mais recente aponta o indicador em 84,86 pontos, nível clássico de sobrecompra, o que sugere que, após uma sequência expressiva de altas, o papel pode se aproximar de um ajuste técnico. Em 2026, a ação já acumula valorização de 27,54%, enquanto, no recorte de 12 meses, o ganho chega a 82,47%.

No extremo oposto, a Hapvida (HAPV3) aparece entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 27,54 pontos, faixa próxima à de sobrevenda. O cenário pode abrir espaço para uma assimetria ao investidor, embora seja fundamental acompanhar a dinâmica do papel e a presença de catalisadores capazes de sustentar uma reação mais consistente. Em 2026, a ação acumula queda de 20,10%, enquanto, no horizonte de 12 meses, o recuo alcança 66,18%.

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IFR: ações da bolsa

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, avalia a força dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto valores abaixo de 30 sugerem survenda.

Em termos práticos, isso indica que a Ultrapar pode estar passando por um momento de forte otimismo, ao passo que Hapvida enfrenta maior pressão vendedora — condição que, por vezes, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

Também aparecem na lista das ações em região de sobrecompra: Vibra (VBBR3), Multiplan (MULT3), Copasa (CSMG3) e Telefônica (VIVT3).

Do lado oposto, entre os papéis mais pressionados no momento, estão Totvs (TOTS3), CPFL Energia (CPFE3), Embraer (EMBJ3) e Smart Fit (SMFT3), negociando em áreas técnicas consideradas mais frágeis.

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Análise técnica Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar (UGPA3) preserva uma forte tendência de alta no curto prazo. No gráfico diário, o papel segue negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando a leitura construtiva e a clara predominância do fluxo comprador. Na última sessão, a ação avançou 2,11%, encerrando aos R$ 26,67, após oscilar entre a mínima de R$ 26,02 e a máxima de R$ 26,76.

Apesar do pano de fundo amplamente positivo, o movimento já evidencia esticamento relevante, com afastamento expressivo das médias móveis, enquanto o IFR (14) em 84,86 sinaliza condição de sobrecompra. Esse conjunto de fatores eleva a probabilidade de correções pontuais ou de um período de consolidação no curto prazo, ainda que, até o momento, não haja sinais técnicos consistentes de reversão da tendência principal.

Para a continuidade do fluxo comprador, será decisiva a superação da faixa de resistência em R$ 26,76, o que pode destravar novas projeções de alta. Em sentido oposto, um ajuste mais consistente tende a ganhar tração caso o papel perca a região das médias móveis, com atenção especial aos suportes mais próximos.

Resistências: R$ 26,76; R$ 27,83; R$ 28,72; R$ 30,32; R$ 31,63.
Suportes: R$ 25,52; 23,99; 22,60; 21,79; 20,52; 19,98.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Hapvida (HAPV3)

A Hapvida (HAPV3) mantém tendência de baixa no curto prazo, com o gráfico diário mostrando o ativo negociando abaixo das médias móveis, o que reforça a dominância do fluxo vendedor. Na última sessão, a ação recuou 2,32%, encerrando aos R$ 11,77, renovando mínima histórica na última sessão nos R$ 11,69.

O papel negocia abaixo das médias com um afastamento considerável, enquanto o IFR (14) em 27,54, em faixa de sobrevenda, pode abrir espaço para repique técnico ou consolidação no curto prazo. Ainda assim, não há, até o momento, sinais técnicos claros de reversão de tendência.

Para que o ativo volte a atrair fluxo comprador, será necessária a superação da resistência em R$ 11,99 e, principalmente, da região de R$ 12,77. Por outro lado, a continuidade do movimento de baixa tende a ganhar força com a perda da mínima histórica nos R$ 11,69.

Resistências: R$ 11,99; R$ 12,77; R$ 13,37; R$ 14,58; R$ 15,61; R$ 16,75.
Suportes: R$ 11,69; R$ 11,60; R$ 11,16; 10,25; 9,80.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?

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