18 de março de 2026

​Usiminas: Novo CFO promete disciplina de custos e foco na execução de projetos 

Diego Garcia enfatizou o foco em aprimorar a competitividade dos ativos
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O novo CFO da Usiminas (USIM5) Diego Garcia teve conversas com analistas nesta semana, traçando cenários para a companhia. Ao longo do evento, o executivo deixou claro que o mote da siderúrgica durante a sua gestão será a disciplina. Com o objetivo de aprimorar a competitividade dos ativos, a Usiminas deverá focar na execução dos projetos em andamento e aumentar a eficiência operacional.

De acordo com Garcia, a companhia enfrenta um mercado difícil, com um cenário desafiador para o aço no Brasil. Para reduzir custos e aumentar a produtividade, a Usiminas priorizará seguir com os vários projetos de grande porte já em andamento, ao invés de assumir novos compromissos.

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Conforme o JPMorgan, a agenda de curto prazo da companhia vai além do capex em andamento. A companhia revelou que todas as alavancas práticas estão sob revisão, desde os contratos com fornecedores à eficiência da força de trabalho. Ao mesmo tempo, a empresa tem levado em consideração os fatores externos, fora do controle da gestão.

Segundo os analistas da XP Investimentos, no curto prazo, a administração também aposta nas medidas antidumping para sustentar os preços no mercado interno. Em paralelo a isso, as taxas de frete sobem como reflexo do conflito no Oriente Médio. Para a casa, o aumento pode representar um risco de custos a médio prazo, com impactos potenciais provavelmente sentidos apenas no final do ano, caso esses níveis elevados persistam.

De acordo com o Morgan Stanley, o aumento das tarifas de frete à vista não deve impactar imediatamente os custos da Usiminas. A empresa possui contratos de frete garantidos até o segundo trimestre de 2026, antes do recente aumento.

Alocação de capital

A abordagem da Usiminas em relação à alocação de capital é conservadora. Durante o evento, a administração reforçou o objetivo em concluir projetos em execução, preservar a flexibilidade do balanço e evitar assumir riscos estruturais. Segundo o JP, o CFO se mostrou disposto a tolerar uma alavancagem temporariamente mais alta durante fases de pico de investimento.

A administração detalhou que dividendos ainda fazem parte da estratégia conservadora, equilibrados com necessidades de capex e liquidez prudente. De acordo com Garcia, recompras de ações podem acontecer, caso as condições permitirem, mas em segundo plano. A prioridade, conforme a própria empresa, segue com o financiamento dos projetos principais e à manutenção da solidez do balanço.

Alguns dos projetos em andamento apoiam a agenda de redução de custos, como o projeto PCI, para reduzir o consumo de coque, com benefícios de custo esperados no segundo semestre de 2026.

Outra iniciativa comentada é o projeto do gasômetro, que permitirá a reciclagem de gás para reduzir o consumo de gás natural no processo de fabricação de aço. A administração também discutiu o Projeto Compactos, com objetivo de fortalecer a produção de minério de ferro a longo prazo.

Em simultâneo a isso, a empresa espera avançar no licenciamento ambiental e na estruturação do projeto ao longo do ano, com uma possível decisão final de investimento no final do ano.

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