13 de fevereiro de 2026

​Vale (VALE3) tem 4T pressionado; risco de realização? 

Movimento esticado aumenta probabilidade de realização técnica.
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A Vale (VALE3) reportou no 4T25 prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, quase cinco vezes superior ao resultado negativo de US$ 694 milhões um ano antes, pressionado por baixas contábeis que somaram US$ 3,5 bilhões em ativos de níquel no Canadá e US$ 2,8 bilhões em imposto diferido. Excluindo efeitos não recorrentes, o lucro líquido proforma teria sido de US$ 1,4 bilhão, abaixo da expectativa de US$ 2,457 bilhões.

Apesar do impacto contábil, o desempenho operacional mostrou resiliência, com Ebitda de US$ 4,5 bilhões (ou US$ 4,8 bilhões na modalidade proforma, margem de 44%) e receita líquida de US$ 11 bilhões, alta de 9% no ano. Em 2025, a mineradora acumulou lucro de R$ 13,8 bilhões, além de registrar Fluxo de Caixa Livre Recorrente de US$ 1,6 bilhão (+107%) e reduzir a dívida líquida expandida para US$ 15,5 bilhões (queda de 5%), dentro da meta de US$ 10 a 20 bilhões.

No mercado, as ações seguem como um dos destaques de 2026, com valorização próxima de 24% no ano e renovação da máxima histórica em R$ 91,62. Após tocar esse patamar, o papel recuou 0,95%, fechando a R$ 89,23, deixando sombra superior no candle — sinal de possível exaustão no curtíssimo prazo.

Ainda assim, a estrutura técnica permanece altista, com preços acima das médias móveis. O movimento, contudo, já mostra sinais de esticamento: o IFR (14) marca 66,54 no diário e 89,81 no semanal, em região de sobrecompra, o que eleva a probabilidade de ajustes técnicos, sem descaracterizar, por ora, a tendência principal de alta.

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Para entender até onde as ações da Vale (VALE3) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Vale (VALE3)

No gráfico diário, sigo observando uma forte tendência de alta, com a Vale operando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para cima. A renovação da máxima histórica em R$ 91,62 reforça a dominância compradora, mas o fechamento aos R$ 89,23, com queda de 0,95%, e a formação de sombra superior indicam possível perda momentânea de fôlego.

O IFR (14) em 66,54 permanece em zona neutra, porém próximo da sobrecompra, reforçando a leitura de movimento esticado após sequência consistente de altas.

Para que o ativo dê continuidade à tendência, será fundamental romper com consistência a máxima em R$ 91,62. Acima desse patamar, projeto alvos em R$ 92,30, R$ 94,10 e R$ 96,35, com extensões mais amplas em R$ 100,00 e R$ 101,80. A manutenção do fluxo comprador dependerá da capacidade de transformar a máxima recente em suporte e sustentar preços acima das médias.

Por outro lado, para que se configure uma correção mais estruturada no curto prazo, será necessário romper inicialmente a região das médias e os suportes em R$ 85,59 e R$ 82,18. Abaixo desses níveis, o papel pode acelerar a realização em direção a R$ 77,41, R$ 74,20, R$ 71,65 e R$ 65,70. No cenário atual, contudo, o gráfico ainda favorece a continuidade da alta, embora o sinal de exaustão exija cautela.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a leitura permanece amplamente positiva. A Vale acumula alta próxima de 24% em 2026, mantendo estrutura clara de topos e fundos ascendentes e negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas com inclinação positiva.

A superação consistente da máxima histórica em R$ 91,62 poderá abrir espaço para projeções mais amplas em R$ 94,65, R$ 100,00, R$ 105,25, R$ 111,75 e R$ 115,00, mantendo o ativo em trajetória positiva no médio prazo.

No entanto, o forte afastamento dos preços em relação às médias e o IFR (14) em 89,81, já em sobrecompra, indicam um movimento bastante esticado. Esse cenário eleva a probabilidade de realização parcial ou correção técnica nas próximas semanas — movimento que, caso ocorra, tende inicialmente a ser interpretado como ajuste saudável dentro da tendência primária de alta.

Para que o ativo inicie uma correção mais consistente no semanal, será necessário romper a faixa entre R$ 84,04 e R$ 82,18, primeiros suportes relevantes. Abaixo desse patamar, o papel pode buscar R$ 74,83, R$ 68,98, R$ 64,36, R$ 61,00 e, em cenário mais amplo, a média móvel de 200 períodos em R$ 56,20.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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