25 de março de 2026

​XP: Claro compra Desktop e abre espaço para arbitragem com retorno de até 22% 

Potencial da arbitragem depende da velocidade até o fechamento do acordo e da aprovação regulatória
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A Claro anunciou no domingo (22) a aquisição da Desktop (DESK3) a R$ 20,82 por ação, avaliando a companhia em R$ 4,0 bilhões. Durante a primeira sessão do mercado desde o anúncio da venda, as ações da companhia comprada subiram 23,26%, a R$ 17,75 e fecharam a sessão da véspera a R$ 17,80. .

De acordo com a XP Investimentos, com o preço atual da ação, combinado com a estrutura do acordo da transação, há uma oportunidade de arbitragem para os investidores com um retorno potencial de cerca de 22% sobre a ação. Em CDI, o retorno chegaria a, aproximadamente, 1,6x.

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Com base nos cálculos da casa, um fechamento em 12 meses implicaria em um preço ajustado de cerca de R$ 21,7 por ação. O preço incorpora por volta de R$ 0,80 por ação, resultante da combinação entre o caixa esperado a ser gerado nos próximos 12 meses e a diferença entre a dívida líquida reportada ao final do quarto trimestre de 2025. O cálculo também utilizou a dívida líquida de referência utilizada na transação (referente ao 3T25).

A estimativa considera um intervalo aproximado de cinco meses e meio entre o anúncio e a conclusão completa da operação. Neste cenário, com o retorno estimado em cerca de 20%, o valor também equivale a cerca de 2,9x (vezes) o retorno acumulado da Selic no mesmo período. O cálculo considera a geração de caixa embutida na estrutura da transação.

Com esse cenário posto, a casa também atualizou o preço-alvo para o final de 2026. Até o final do ano, a casa espera R$ 21,6 por ação. O preço está em linha com o valor do cenário-base de fechamento até o final do ano.

Para a XP, daqui para frente a ação deve negociar cada vez mais próxima dos termos da transação – influenciada pela geração de caixa, pelo andamento regulatório e pela visibilidade sobre o fechamento.

Riscos do retorno

De acordo com os analistas, esse retorno responde e depende de dois fatores: a geração de caixa entre a assinatura e o fechamento e o tempo até a conclusão da operação. O caixa gerado nesse intervalo de tempo, por exemplo, reduz a dívida líquida no fechamento, impactando o preço final.

Para dar andamento ao processo de compra, o negócio depende das aprovações do CADE e da Anatel. Conforme os analistas, embora existam precedentes que sustentem uma eventual aprovação, o tamanho e a complexidade da operação podem levar mais tempo, com um processo de análise mais longo.

Além disso, a Desktop pode acabar gerando menos caixa do que o esperado. Em um cenário com ambiente competitivo mais agressivo ou com condições macroeconômicas desfavoráveis, as margens e fluxo de caixa livre podem ficar pressionados. Com isso, de acordo com os analistas, haveria a redução da queda da dívida líquida embutida na transação. Esse processo acabaria afetando o preço do equity realizado no fechamento.

No caso mais pessimista, em que a transação não seja concluída, os analistas calculam que as ações da Desktop poderiam passar por uma reprecificação, em direção aos fundamentos standalone. Para que isso ocorra, a Claro precisaria desistir da operação ou, no cenário mais provável, a autoridade antitruste poderia não aprovar a transação.

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