26 de março de 2026

​XP: petróleo mais alto gera temor de “estourar” capex da rodovias; como ações reagem? 

Com alta dos insumos, risco de estouro pode chegar a R$ 2,2 bilhões; XP ameniza preocupações
The post XP: petróleo mais alto gera temor de “estourar” capex da rodovias; como ações reagem? appeared first on InfoMoney.  

Uma grande parte dos compromissos selados pelas companhias administradoras de rodovias depende de insumos derivados do petróleo. Em meio à alta do preço do insumo, reflexo da guerra no Oriente Médio, investidores têm demonstrado preocupação com possíveis estouros de capex.

O índice proprietário da XP Investimentos de custo-proxy estima que o risco poderia ficar na faixa dos R$ 1,7 a R$ 2,2 bilhões, caso os preços permaneçam nos níveis atuais. Para a Motiva (MOTV3) e a EcoRodovias (ECOR3), o valor equivale a cerca de 5% e 30%, respectivamente, do valor de mercado.

Leia também

Petróleo sobe 4% e Brent retoma nível de US$ 100 com incertezas sobre EUA-Irã

O presidente Donald Trump alertou o Irã para levar as discussões a sério “antes que seja tarde demais”, depois que a Casa Branca insistiu que as negociações de paz estão em andamento

Galípolo: impacto de petróleo no PIB precisa de análise, pois não é via demanda

A declaração foi realizada durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre de 2026

De acordo com a XP, uma parcela significativa das operadoras de rodovias utiliza cimento asfáltico, um insumo derivado do petróleo. Ainda que o repasse a partir dos preços do petróleo bruto demore a acontecer, os analistas acreditam que um ambiente de preços elevados pode se traduzir em pressões de custo para essas companhias.

Com base no desempenho recente das empresas listadas na bolsa, o mercado parece já ter incorporado esse risco aos preços das ações. Desde março, as ações da Motiva e da EcoRodovias caíram 6% e 22%, respectivamente, desde 2 de março.

Reação fora do tom

Para os analistas da casa, a reação tem sido exagerada e alguns mitigadores relevantes precisam ser levados em consideração. Em primeiro lugar, grande parte das obras de curto prazo já está contratada, com preços pré-negociados. Além disso, picos no preço do petróleo tendem a se normalizar relativamente rápido assim que os riscos de disrupção diminuem.

De acordo com a XP, a execução do capex costuma diluir ao longo da vida das concessões de longo prazo. Além disso, os impactos efetivos no fluxo de caixa estão sujeitos a mecanismos de reequilíbrio.

Fortes oscilações nos preços do petróleo como essas, podem ser consideradas eventos extraordinários não previstos nos contratos originais de concessão. Quando isso acontece, potencialmente, mecanismos de reequilíbrio econômico-financeiro são acionados.

Ainda que um ambiente prolongado de preços elevados do petróleo ainda represente um risco para concessões rodoviárias, a XP destaca alguns pontos de entrada. Além da reação exagerada do mercado, a casa considera a recente queda como um ponto de entrada atrativo. Em especial, para a EcoRodovia, que agora negocia a uma avaliação relativa mais atraente.

The post XP: petróleo mais alto gera temor de “estourar” capex da rodovias; como ações reagem? appeared first on InfoMoney.

 InfoMoney