18 de março de 2026

​XP revisa elétricas, mas mantém visões; veja projeção para Axia, Copel, Auren e Engie 

Preços de longo prazo iguais para o setor, mas gatilhos específicos para cada companhia
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A XP Investimentos atualizou as estimativas para as empresas do setor de energia. De maneira geral, as recomendações seguem como estão. Axia (AXIA3, AXIA6) e Copel (CPLE3) seguem com compra e Auren (AURE3) e Engie (EGIE3), neutras. De acordo com os analistas, o novo ano não deve alterar a tese central dessas empresas.

Para o final de 2026, os preços-alvo das companhias ficam em R$ 63,3/ação para Axia, R$ 17 para Copel, R$13,8 para Auren e R$ 31,5 para Engie. Reiterado pelos analistas, a tese permanece com preços de longo prazo, mas cada companhia tem características e gatilhos particulares.

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A atualização levou em consideração novos dados macroeconômicos, preços de energia e eventos relevantes nas companhias. Na versão anterior, o preço de longo prazo estava acima do consenso, em R$ 220/MWh (megawatt/hora). Agora, a XP afirma que se aproximou do que o mercado está precificando. “Seguimos com visão positiva para preços de longo prazo, e a única atualização foi para torná-los comparáveis às referências de mercado”, explicam.

Axia Energia (AXIA3, AXIA6)

Para a Axia, os analistas acreditam que a companhia está a ponto de se tornar uma empresa que se correlaciona muito mais com o desempenho de curto prazo da commodity, do que com a expectativa de preço de longo prazo. Por causa disso, a XP acredita que os investidores precisam mudar o framework e encarar a companhia de outra forma, para poder capturar melhor o potencial de alta.

Conforme os analistas, a Axia cumpre os mesmos requisitos que empresas que combinam momentum de lucros, múltiplos de curto prazo “baratos” e baixa correlação com outros temas de investimento.

Copel (CPLE3)

A Copel, que também teve recomendação de compra, deve ter mais um ano positivo em 2026. A XP acredita que a companhia terá potencial de criação de valor vindo do LRCap, com possíveis ganhos na revisão tarifária da DisCo (Distribution Company — distribuidora de energia) e DY (rendimento em dividendos) em níveis de um dígito alto a dois dígitos baixos.

Engie (EGIE3)

Para a Engie, a casa não vê gatilhos relevantes ao longo do ano. A recomendação neutra se deu porque o ano de 2026 da companhia será centralizado em dois eventos esperados para o segundo trimestre. O primeiro, a conclusão (ou não) da transferência de Jirau. E o segundo, o pré-pagamento da obrigação UBP.

De acordo com os analistas, se esses eventos ocorrerem como esperado, a empresa estará como fairly priced (justamente precificada).

Auren (AURE3)

Segundo o consenso do mercado, a Auren terá um ano mais desafiador. A companhia terá pela frente que lidar com um balanço energético em que a empresa está short (vendida em energia), com dinâmica ainda difícil de restrições na geração e uma alavancagem que não deve cair.

As estimativas de Ebitda caíram de cerca de R$ 3,5 bilhões para R$ 3 bilhões, no consenso.

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